segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Olá!

Neste espaço mostro um pouco do meu trabalho como locutora e jornalista, além de temas de interesses diversos.
Conheça mais passeando pelas páginas acima.
Fique à vontade!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O tempo voa





O Natal está chegando.
“Imagina!”, você pode dizer. “Ainda falta muito tempo!”
Mas o tempo que falta para o Natal depende de como você viverá seus dias até lá. Sim, porque o tempo é relativo, isso você já sabe. Este ano passou mais rápido que 2013? E o ano de 2013 foi mais rápido que 2012? Quando você era criança o Natal demorava muito mais a chegar? 

Pois é, o tempo continua voando.
Será mesmo? O tempo está passando rápido demais ou é a percepção que temos do tempo que nos dá essa impressão?
Por que os dias, meses e anos demoravam tanto a passar
quando éramos crianças?

Recebi um e-mail, certa vez, com uma explicação interessante e que me pareceu lógica (embora não tenha encontrado respaldo científico para essa teoria). No início de nossas vidas estamos em fase de aprendizado e vivemos diversas experiências pela primeira vez.
Já adultos, quando vivemos uma situação conhecida, quando as experiências começam a se repetir, nosso cérebro não precisa trabalhar para absorver a nova informação, ela já está lá. Então, quando realizamos tarefas automáticas é como se aquele tempo de execução não existisse, passamos batido por ele. Qual a conclusão a partir desse raciocínio? A rotina faria o tempo passar mais rápido.

Achei interessante a explicação porque tenho mesmo essa sensação de que o tempo “rende” quando saio da rotina. Já percebeu que quando aproveitamos melhor o fim de semana, visitando lugares diferentes, pessoas diferentes, enfim, fazendo coisas diferentes, temos a impressão de que demorou mais para passar? Já quando ficamos em casa em frente à TV, mal nos damos conta e foi-se embora o fim de semana.
Mesmo gostando da abordagem do tema desta maneira, fui dar uma pesquisada e cheguei a um artigo da revista Super Interessante, que diz que a culpa é da tecnologia:

“Pesquisadores afirmam que uma pessoa hoje sente que ele (o tempo) passa mais rápido do que para alguém que viveu há cem anos. E dão até uma estimativa de quanto: de 1,08 vez, para quem tem 24 anos, a 7,69 vezes, para quem tem 62 anos. A diferença seria causada pelo período de exposição à vida em alta velocidade”.

A mesma matéria mostra uma explicação bioquímica para essa percepção do ritmo acelerado de horas e dias:

“À medida que envelhecemos, acredita-se, cai a produção cerebral de dopamina, um neurotransmissor responsável pela sensação de energia e disposição. Esse processo pode desacelerar nosso relógio biológico. Uma experiência apresentada pelo neurocientista americano Peter Mangan mostrou como isso ocorre. Ele dividiu voluntários em três grupos etários que deveriam lhe avisar quando 60 segundos tivessem passado. Os jovens levavam, em média, 54 segundos. Os mais velhos, 67 segundos. Ou seja, os idosos eram surpreendidos pela informação de que um minuto inteiro transcorrera antes que eles se dessem conta”.

De qualquer forma, até os pesquisadores divergem sobre o que nos faz ter essa sensação de que o tempo passa tão rápido conforme vamos envelhecendo. O melhor, acredito, é aproveitá-lo, então, da melhor maneira. Saindo da rotina, por exemplo. Experimentando coisas novas, conhecendo novos lugares, pessoas, novas atividades, mudando o trajeto, o horário, buscando o novo com mais frequência.

Essas dicas parecem mesmo dar resultado. Tente você também. Mudança de estação, mudança de ano, são boas fases para se animar a experimentar o novo. Quem sabe assim seu dia volte a ter as reais 24 horas.

domingo, 9 de março de 2014

La casa del Sol. La casa de Vilaró.



“Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada... Mas era feita com pororó, era a casa de Vilaró”
Vilaró é o artista plástico, escritor, arquiteto e “fazedor de coisas” uruguaio Carlos Páez Vilaró, que faleceu no dia 24 de fevereiro, aos 90 anos, por problemas decorrentes do coração.
A casa, desenhada por ele, fica em Punta Ballena, próximo ao balneário de Punta del Leste, construída na confluência do Rio da Prata e do Oceano Atlântico. Era sua residência até então. Transformada também em museu e galeria de arte, a Casapueblo é uma das principais atrações turísticas do Uruguai.
Estive lá em janeiro, curiosa pela história e por relatos de pessoas que deram a sorte de falar pessoalmente com o dono. Mas não sabia que ele já não estava bem. Li hoje que ele tinha insuficiência cardíaca severa e que havia sido operado várias vezes do coração. Morreu em casa.
Os versos iniciais de “A Casa”, para quem não sabe, são de Vinicius de Moraes. Então embaixador do Brasil no Uruguai, Vinicius era amigo de Vilaró e presença constante na Casapueblo. Com a casa construída aos poucos, numa certa manhã ele começou a improvisar a trova infantil para agradar as filhas do artista, o que resultou na conhecida poesia e, posteriormente, na música.
Novas estruturas e cômodos foram erguidos e depois pintados de branco “para interagir com o azul do céu”, como disse Vilaró, o que lembra muito as casas de Santorini, na Grécia.
O artista morava na parte mais alta, onde funciona o hotel e o restaurante. Os mais de 70 quartos são batizados com os nomes de seus primeiros hóspedes: Pelé, Alain Delon, Brigitte Bardot, Robert de Niro, Vinicius...
Seu ateliê também funcionava ali, junto ao museu e de modo privado.
Uma curiosidade é a Casapueblo vista do alto. O conjunto da construção forma o mapa do Brasil. 

Fomos conhecer a Casapueblo à tardinha, como sugerido. 
Com uma visão privilegiada, acompanhamos o por do sol com a voz de Vilaró e sua "Ceremonia del Sol". Inesquecível!


"Hola Sol …! Otra vez sin anunciarte llegas a visitarnos. Otra vez en tu larga caminata desde el comienzo de la vida. Hola Sol…! Con tu panza cargada de oro hirviendo para repartirlo generoso por villas y caseríos, capillas campesinas, valles, bosques, ríos o pueblitos olvidados.Hola Sol…! Nadie ignora que perteneces a todos, pero que prefieres dar tu calor a los más necesitados, los que precisan de tu luz para iluminar sus casitas de chapa, los que reciben de tí la energía para afrontar el trabajo, los que piden a Dios que nunca les faltes, para enriquecer sus plantíos, y lograr sus cosechas. Es que vos, Sol, sos el pan dorado de la mesa de los pobres. Desde mis terrazas te veo llegar cada tarde como un aro de fuego rodando a través de los años, puntual, infaltable, animando mi filosofía desde el día que soñé con levantar Casapueblo y puse entre las rocas mi primer ladrillo. Recuerdo que era un día inflamado de tormenta, el mar había sustituido el azul por un color grisáceo empavonado, en el horizonte un velero escorado afinaba el rumbo para saltear la tempestad, el cielo se llenaba de graznidos de cuervos en huida, la sierra se peinaba con la ventolera alborotando a la comadreja y al conejo. Pero de golpe como un anuncio sobrenatural el cielo se perforó y apareciste vos. Eras un sol nítido y redondo, perfecto y delineado, puesto sobre el escenario de mi iniciación con la fuerza sagrada de un vitreaux de iglesia. Desde ese instante sentí que Dios habitaba en ti, que en tu fragua derretía la fe y que por medio de tus rayos la transmitía por todos los sitios donde transitabas. Los mismos brazos de oro que al desperezarte iluminan el cielo, al estirarse a los costados entibian las sierras, o apuntando hacia abajo laminan el mar.Hola Sol…! Cómo me gustaría haber compartido tu largo trayecto regalando luz, porque a tu paso acariciaste la vida de mil pueblos, compartiste sus alegrías y tristezas, conociste la guerra y la paz, impulsaste la oración y el trabajo, acompañaste la libertad e hiciste menos dura la oscuridad de los presidios. A tu paso sol, se adormecen los lagartos, despiertan los girasoles y los gallos cacarean. Se relamen los gatos vagabundos, los perros guitarrean, y el topo se encandila al salir de la cueva. A tu paso sol, hay sudor en la frente del obrero y en los cuerpos de las mujeres cobrizas que alcanzan el cántaro de la favela. Con tus latidos conmueves el mar, das música a la siembra, la usina y el mercado. A tu paso corrieron en estampida búfalos y antílopes, desperezó el león, se asombró la jirafa, se deslizó la serpiente y voló la mariposa. A tu paso cantó la calandria, despegó el aguilucho, despertó el murciélago y emigró el albatros. Hola Sol…! Gracias por volver a animar mi vida de artista. Porque hiciste menos sola mi soledad. Es que me he acostumbrado a tu compañía y si no te tengo, te busco por donde quiera que estés. Por eso te reencontré en la Polinesia, cuando te coronaron rey de los archipiélagos de nácar y los arrecifes dentellados de coral, o también en Africa, cuando dabas impulso a sus revoluciones libertarias y te reflejabas en el espejo de sus escudos tribales para inyectarles coraje. Te estoy mirando y veo que no has cambiado, que sos el mismo sol que reverenciaron los aztecas, el mismo de mi peregrinaje pintando por América, el que envolvió la Amazonia misteriosa y secreta, el que me alumbró los caminos al Machupichu sagrado del Perú, el de los valles patagónicos o los territorios del Sioux o del comanche. El mismo sol que me llevó a Borneo, Sumatra, Bali, las islas musicales o los quemantes arenales del Sahara. A diferencia del relámpago que apenas proyecta en la noche latigazos de luz, desde tu reinado planetario, tus destellos continúan activos, permanentes. Alguna vez la travesura de las nubes oculta tu esplendor, pero cuando ello ocurre, sabemos que estás ahí, jugando a las escondidas. Otras veces, en cambio, te vemos sonreír cuando las golondrinas o las gaviotas te usan de papel para escribir las frases de su vuelo. Gracias Sol, por invadir la intimidad de mi atardecer y zambullirte en mis aguas. Ahora serás la luz de los peces y su secreto universo submarino. También de los fantasmas que habitan en el vientre de los barcos hundidos en trágicos naufragios. Gracias Sol…! Por regalarnos esta ceremonia amarilla. Gracias por dejar mis paredes blancas impregnadas de tu fosforescencia. Entre ventoleras y borrascas, cruzando ciclones y tempestades, lluvias o tornados, pudiste llegar hasta aquí para irte silenciosamente frente a nuestros ojos. Porque tu misión es partir a iluminar otros sitios. Labradores, estibadores, pescadores te esperan en otras regiones donde la noche desaparecerá con tu llegada. Y como respondiendo a un timbre mágico despertarás las ciudades, irás junto a los niños a la escuela, pondrás en vuelo la felicidad de los pájaros, llamarás a misa. A tu llegada, se animará el andamio con sus obreros, cantarán los pregoneros en las ferias, la orilla del río se llenará de lavanderas y entrará la alegría por la banderola de los hospitales. Chau Sol…! Cuando en un instante te vayas del todo, morirá la tarde. La nostalgia se apoderará de mí y la oscuridad entrará en Casapueblo. La oscuridad, con su apetito insaciable penetrando por debajo de mis puertas, a través de las ventanas o por cuanta rendija encuentre para filtrarse en mi atelier, abriéndole cancha a las mariposas nocturnas. Chau Sol…! Te quiero mucho… Cuando era niño quería alcanzarte con mi barrilete. Ahora que soy viejo, sólo me resigno a saludarte mientras la tarde bosteza por tu boca de mimbre. Chau Sol…! Gracias por provocarnos una lágrima, al pensar que iluminaste también la vida de nuestros abuelos, de nuestros padres y la de todos los seres queridos que ya no están junto a nosotros, pero que te siguen disfrutando desde otra altura. Adiós Sol…! Mañana te espero otra vez. Casapueblo es tu casa, por eso todos la llaman la casa del sol. El sol de mi vida de artista. El sol de mi soledad. Es que me siento millonario en soles, que guardo en la alcancía del horizonte."


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Idade é o assunto



“É uma coisa abstrata”. Esta frase do Zeca Camargo fala sobre idade e a sensação que ela traz. Ele lançou o livro "50, Eu?". Não li. Vi a entrevista no Jô. Mas concordo com a frase. Sim, é uma coisa abstrata. Sempre digo que esse papo de “idade é experiência” é furado. A partir dos 40 não aprendemos mais nada. No meu modo de ver, passamos por todas as experiências educadoras da vida ‘no máximo’ até os 40 anos. Depois... Depois é só uma repetição de vivências com capa diferente.

Além disso, a maturidade não é um crescente. Ela vem. E para em você. Você não é mais maduro aos 50 do que aos 60. O corpo envelhece, mas a mente continua lá, como antes. Os mais novos nos veem como seres diferentes. Mas... demonstrar maturidade? Que nada! Somos isso, apenas isso.  

Mas voltando aos 50 anos... Estou na expectativa! Assim como quando fiz 40. Que crise, que nada. Traz bem-estar imaginar os 50 anos com a vida que levo hoje. A idade nunca me pesou. Nunca tive neura de envelhecer. Tenho, sim, orgulho!

Só resta me cuidar, pra comemorar todas as fases da vida de forma lúcida, saudável, feliz. Os avanços da medicina trazem benefícios desde que você não espere apenas por eles. É preciso que cada um faça a sua parte. E voltaremos a conversar daqui a 5, 10 anos. ;)


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Quem sou eu?



Ao frequentar redes sociais na web, com frequência nos deparamos com esta questão: quem sou eu? E acredito que a maioria arriscou uma descrição, mesmo que não tenha "aberto" a todos o que pensa de si mesmo.
Tenho o hábito da autoanálise e caí na armadilha de expor minhas qualidades e imperfeições num destes "about me" da vida.
Me toquei a tempo. Acho.
Ao estamparmos ali nosso perfil, com descrições minuciosas, o "sou assim, sou assado" torna-se a "sua imagem".  Pra sempre, na visão do outro.
E não corresponde à realidade.
Sou geminiana, mudo de idéia e opinião com frequência. Não há uma de mim, única a vida toda.
Mudo de costumes, de gostos, de interesses.
Quem me reencontra hoje, não vê a mesma de tempos atrás.
Gosto muito de uma frase do escritor irlandês George Bernard Shaw:
"O único homem que se comporta de forma sensata é meu alfaiate. Ele tira minhas medidas novas todas as vezes que me vê, enquanto todos os outros continuam com suas medidas velhas e esperam que eu caiba nelas."
É isso, não somos os mesmos por toda a vida, felizmente.
As pessoas crescem. Ou regridem.
São boas, mas também imperfeitas.
Egoístas e ao mesmo tempo fraternais.
Não só os geminianos são dúbios.
Não podemos ser julgados ou avaliados por uma palavra ou um gesto.
Permita-se um "segundo olhar" para tudo e abra as portas também para que conheçam outras facetas suas.
Mantenha fechados, porém, armários e gavetas.
Algumas particularidades não devem ser expostas.
Há algo que pertence somente a você.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Convivendo com a TPM







            Você pode imaginar que este tema interesse apenas às mulheres. Não é verdade. A tensão pré-menstrual atinge mulheres, homens e crianças. Não diretamente, mas a verdade é que todos são afetados por esse mal num ambiente onde alguma mulher sofre com os sintomas da TPM. E são várias as situações em que essa síndrome pode se manifestar, interferindo na boa convivência com o marido e os filhos, com amigos, colegas de trabalho, chefes e subordinados, enfim, prejudicando as relações diárias.
Conhecendo os sintomas e admitindo a existência do problema, fica mais fácil entender que trata-se de uma fase em que a mulher não tem controle sobre suas atitudes e reações. Compreensão e paciência são palavras-chave para quem vive ou convive com a TPM. Como a tensão pré-menstrual atinge 64% das mulheres, há grande chance de você ser beneficiada(o) ao ler esta matéria.

Tensão Pré-Menstrual
Pode ser difícil acreditar, mas já foi comprovado que as taxas de suicídios e crimes envolvendo mulheres são mais freqüentes na fase pré-menstrual. Portanto, o assunto é sério e não deve ser desprezado. "Estudos atuais revelam que uma em cada 25 mulheres apresenta um desequilíbrio hormonal tão grave (nesse período) que pode levar a alterações de personalidade", informa a Dra. Margareth dos Reis, psicóloga e terapeuta sexual. De acordo com ela, os sintomas da TPM podem variar desde sensações de tristeza, angústia e pessimismo, até pensamentos mais drásticos, como por exemplo, os pensamentos suicidas.
Os sinais predominantes na TPM são ansiedade, depressão e irritabilidade, mas eles variam de mulher para mulher. Assim como a intensidade deles. Algumas podem apresentar dificuldade de concentração, alteração do apetite, falta de libido, insônia, além de cansaço, dores no corpo, inchaço, sensibilidade mamária e dor de cabeça. Também podem mudar de um mês para o outro. O importante é que se detecte em qual fase a tensão aparece para que um médico faça o diagnóstico. "São muitos os sintomas associados, por isso o conhecimento de cada mulher sobre seu ciclo e meios de lidar com essa realidade são relevantes", diz a terapeuta. 

Alterações hormonais
A mulher atual sente mais a tensão pré-menstrual do que as gerações anteriores. A Dra. Margareth explica que isso ocorre porque antigamente as mulheres estavam sempre grávidas, com média de menstruações em torno de 10 a 20 vezes durante toda a vida. Com a chegada da pílula anticoncepcional, ela passou a menstruar 12 vezes ao ano e o número de episódios de TPM aumentou, variando de 350 a 400. Para uma mulher que não tem filhos, calcula-se esse número em torno de 500.
Segundo especialistas, a causa da síndrome está associada às oscilações hormonais de estrógeno e progesterona que ocorrem ao longo do ciclo menstrual e que interferem no sistema nervoso central. O tratamento é a terapia de reposição hormonal, indicada sempre por um médico especialista. Mas exercícios físicos e alimentação adequada também ajudam. Produtos que possuem cafeína (café, refrigerante, chá preto, chá mate e chocolate) e gorduras saturadas, agravam o problema. Assim como o sal, que propicia a retenção de água. Álcool e cigarro também devem ser evitados. Para quem não gosta de exercícios pesados, simples caminhadas ajudam a aliviar os sintomas da TPM. 

Motivo de piada
É comum relacionar a irritabilidade na mulher à tensão pré-menstrual. A síndrome, que não é considerada uma doença, virou motivo de piada. Frases como "ela está naqueles dias" ou "é a TPM", são comuns como reação ao mau-humor feminino. Apesar de as piadas serem, na maioria das vezes, de autoria masculina, muitos homens preocupam-se com o bem-estar das mulheres nessa fase.
A seleção brasileira feminina de futebol teve atenção especial nesse sentido nos Jogos de Atenas, em 2004. A decisão foi do técnico Renê Simões para evitar desentendimentos entre as atletas, que chegaram a brigar na concentração em competições anteriores. A solução foi submetê-las a um tratamento para que elas não menstruassem durante os jogos.
Iniciativa parecida teve o técnico Zé Roberto quando voltou a comandar a equipe brasileira de vôlei feminino. O ciclo menstrual das jogadoras foi monitorado e algumas atletas foram poupadas em períodos críticos. Nos dois casos citados, os homens vivenciaram as alterações de comportamento provocadas pela TPM, entendendo que a mulher não tem controle sobre suas atitudes e reações nessa fase e que este é realmente um mal que precisa ser tratado. 

Vontade de chorar
A tensão pré-menstrual é sentida de 1 a 15 dias antes da menstruação, justamente a fase em que ocorrem os desequilíbrios hormonais. A serotonina, por exemplo, produzida pelo sistema nervoso e responsável pelas emoções, tem seu nível diminuído na TPM. Por isso algumas mulheres sentem uma incontrolável tristeza e vontade de chorar durante esse período. É importante atenção, porém, para diferenciar a síndrome de uma possível depressão.
Qualquer dos sintomas citados não estão relacionados à TPM quando ocorrem em outra época do mês. Devem, portanto, ser avaliados e tratados por especialistas. É preciso que as mulheres fiquem alertas para identificar as alterações de comportamento e, conscientizadas do problema, consigam conviver com elas, não permitindo que atrapalhem as atividades diárias, o desempenho no trabalho e estudos ou as relações sociais. E os homens, conhecendo esse mal, suas causas e efeitos, precisam exercitar a compreensão e a paciência, que ajudam muito na convivência, evitando que sejam atingidos diretamente pela TPM.

Luciana de Melo (locutora e jornalista)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Simplicidade Voluntária



          O essencial que traz felicidade

Mesmo em fases de economia desaquecida, as vendas no comércio seguem altas. O crédito fácil e a redução de impostos adotada pelo governo na última crise para estimular as compras causaram a corrida de consumidores às concessionárias de veículos e lojas de eletrodomésticos. Mas quem entra numa dívida sem fim para adquirir um novo carro, precisa mesmo dele? É um produto ou bem essencial para sua vida?
Em meio à onda de consumistas impulsivos, porém, há uma parte da população, embora em minoria, que tem seguido o caminho oposto, abrindo mão do consumo desenfreado, mesmo tendo alcançado condições financeiras para isso. São pessoas que adotaram a prática de simplificação da vida e que, com suas atitudes, trazem à tona a seguinte reflexão: o que você precisa para ser feliz?
Você vai saber o que leva pessoas a buscarem esse modo alternativo de vida, trocando o desperdício pelo consumo consciente, o luxo pelo simples, o “ter” pelo “ser”. Enquanto muitos passam a vida apenas trabalhando para buscar recursos que são transformados em bens, que mal são utilizados por falta de tempo, essas pessoas despertaram para o fato de que o essencial para a felicidade está muito distante do acúmulo de riquezas.



             Sonhos de consumo 

O desejo de adquirir bens atinge cada vez mais pessoas e deixou de ser privilégio das classes mais abastadas. Hoje em dia quase todos têm sonhos de consumo. Alguns ambicionam uma casa ampla com suítes, piscina e empregados. Outros um carro importado, aparelhos eletrônicos de última geração e roupas de grife. Até cidadãos com baixa renda possuem celulares, eletroeletrônicos diversos, automóveis, mesmo que seja necessário viver no vermelho ou entrar num longo financiamento que possibilite a compra desses produtos.  Mas tudo isso é mesmo indispensável para uma vida plena e feliz?
Indo na direção contrária a essa tendência, há um movimento transformador  que tem tomado corpo, chamado Simplicidade Voluntária (SV). “Seu objetivo é proporcionar as condições adequadas para que o indivíduo se liberte da pressão consumista e da ilusão de felicidade associada ao consumo e acumulação de bens materiais”, explica Paulo Roberto da Silva, professor universitário, doutor em ciências contábeis e autor do livro Consciência e Abundância. Ele trocou a atividade empresarial pela acadêmica em 1987 para intensificar a prática de simplificação da vida.
Silva conheceu o movimento através do livro Simplicidade Voluntária, do cientista social americano Duane Elgin, e imediatamente se identificou com o conteúdo. “Foi ótimo saber que mais pessoas no mundo queriam, como eu, levar uma vida mais leve e interiormente mais rica”. Na verdade, há raízes históricas de opção pela simplicidade e o professor aponta grandes personalidades mundiais que poderiam facilmente simbolizar a SV, como Gandhi, Sócrates, Buddha e até mesmo Jesus Cristo: “Os sábios de todas as épocas sempre sugeriram que deveríamos atentar para o nosso sentimento de apego aos bens materiais”.

Exercitando a simplicidade

A Simplicidade Voluntária ensina que o importante é dispensar nossa atenção àquilo que é essencial. “Quando temos, consumimos ou desejamos bens e serviços, parte de nossa atenção é direcionada a eles. Se esses bens e serviços não são essenciais, nossa atenção é diluída, dificultando a vivência de um estado de felicidade.”
E o que é essencial? “Cada indivíduo deve definir o seu essencial”, responde Silva, “identificado na medida em que aperfeiçoamos as respostas para as seguintes questões: Quem sou eu? Preciso do quê para ser feliz?” Neste sentido, é fundamental o autoconhecimento para se chegar a uma mudança interior que traga uma nova visão de vida, onde o “ser” seja mais importante que o “ter”.
Na economia predominante as necessidades são ilimitadas, lembra Silva. Mesmo quando se atinge um objetivo, sempre se quer mais. E questiona: “Como alcançar o estado de felicidade se tudo ao redor estimula para a insatisfação permanente?” Aí entra o desafio da simplicidade no viver. Nesta visão diferente de mundo, o importante é não se deixar influenciar. Exemplificando: não comprar o dispensável só porque está em promoção ou ainda trocar de carro por um modelo do ano porque seu vizinho, amigo ou colega de trabalho fez o mesmo.
O tempo e atenção não devem ser desperdiçados e sim dispensados para o que é importante. A energia gasta em busca do objetivo material pode desviar uma pessoa do convívio com familiares e amigos, do lazer, da manutenção da saúde, da qualidade de vida, enfim, da real felicidade. “O que temos de pagar de vida para termos o que queremos?”, questiona Silva, lembrando que podemos ter o tipo de riqueza que pouco dinheiro paga. 

Desapego

Optar pela SV não significa simplesmente viver com menos. “Se assim fosse, a Etiópia seria o país mais feliz do mundo”, explica o professor. Também não é se privar do que é importante para você. A orientação de Silva é buscar “tudo aquilo e só aquilo” que nos aproxima da felicidade. “Menos é privação e mais é desperdício de atenção com coisas irrelevantes para a nossa felicidade.” Não é preciso, portanto, abrir mão de todos os seus bens materiais para simplificar a vida. Não deve ser um sacrifício.
Silva conseguiu abandonar o telefone celular há aproximadamente três anos. Admite, porém, que a maior dificuldade é viver sem um carro, apontado por ele como um dos maiores problemas sociais e ambientais da atualidade. “Fui morar num sítio maravilhoso, mas distante 3 km do ponto de ônibus, fato que tem dificultado bastante o início da experiência. Tenho prestado bastante atenção nessa questão e suspeito que conseguirei me libertar do carro em breve e viver melhor.”
Ele conta ter encontrado o modelo de bicicleta que atenderá as suas necessidades, além de estudar alternativas para aproximar suas atividades para as redondezas da casa onde mora. “Só considero uma mudança ‘necessária’ se ela tornar minha vida exteriormente mais simples e interiormente mais rica. Além disso, posso voltar atrás, caso a experiência não produza os efeitos esperados. A simplicidade precisa ser ‘voluntária’, inclusive no sentido psicológico”.
A opção pela SV é mais fácil quando individual, mas perfeitamente possível em família. “Considero esse processo um desafio muito estimulante de autoconhecimento e amadurecimento das relações familiares”, diz Silva, recordando que já viu crianças surpreendendo pais, sugerindo mudanças interessantíssimas para simplificar a vida da família. “As pessoas são diferentes e viver bem é um conceito subjetivo. Suponho que a palavra-chave é ‘respeito’ pelas diferenças”.

Estilo de vida

O terapeuta corporal Jorge Mello considera a Simplicidade Voluntária mais um estilo de vida do que um movimento. Mello é referência sobre o tema no Brasil. Estuda e pratica a SV há muitos anos. “Conheci a visão da Simplicidade Voluntária na década de 80, através dos escritos de Gandhi (Mahatma Gandhi, pacifista indiano), Thoreau (Henry Thoreau, defensor do conceito de desobediência civil) e E. F. Schumacher (economista alemão, autor de ‘The Small is Beautiful’ ).” Experimentou no cotidiano da Ecovila de Findhorn, na Escócia, a aplicabilidade dessas idéias e em 2003 fez o curso Simplicidade e Mudança Social no Schumacher College, faculdade britânica de ecologia e ciências holísticas, voltada para o desenvolvimento sustentável.
Jorge Mello vê “uma progressão notável” da difusão da SV no Brasil e no mundo: “Temos na Europa e nos Estados Unidos um crescente e pouco noticiado interesse pelo consumo consciente, pela revisão do modo de utilizar o tempo, pelas ações redutoras da emissão de CO(dióxido de carbono) e pouco a pouco também ganham espaço algumas idéias como a Slow Life (vida calma, em tradução literal), em suas muitas possibilidades, e a Felicidade Interna Bruta (FIB), como indicador alternativo ao PIB, Produto Interno Bruto”. Foz do Iguaçu, no Paraná, sediou a 5ª Conferência Internacional sobre a FIB, um cálculo que considera outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade da vida das pessoas.
Não há levantamento oficial sobre o número de adeptos da Simplicidade Voluntária no país. Segundo Mello, isso porque “(a SV) é um metaconceito bem amplo, que abarca desde consumir com consciência e moderação até optar por assistir menos televisão”. Mas ele acredita que há milhares de pessoas optando por viver de maneira mais simples em São Paulo e um número muito expressivo em todo o Brasil. Nos Estados Unidos, informa, há estimativas que apontam para um percentual de 10% da população que adota práticas de viver com mais simplicidade, o que indicaria, aproximadamente, 20 milhões de pessoas.
Viver a simplicidade só traz benefícios. “Como um estilo de vida mais frugal nos concede a possibilidade de dispormos de mais tempo e energia para os aspectos existenciais, naturalmente poderemos desfrutar de mais poder, liberdade e qualidade de vida, no sentido mais amplo do termo”, constata Mello, lembrando que “as práticas do viver simples beneficiam, ao mesmo tempo, sua saúde, seu bolso e o ambiente natural”.
Jorge Mello explica que a Simplicidade Voluntária pode restituir-nos o poder de fazer opções com maior lucidez e de viver de forma mais consciente. “Embora pareça ser algo trivial, ainda assim isso é muito raro em nossos dias”, finaliza.

Luciana de Melo (locutora e jornalista)

Instituto Bem Simples: www.simplicidade.net

Simplicidade Voluntária, Editora Cultrix, de Duane Elgin.

Consciência e Abundância, de Paulo Roberto da Silva.
 
 
 
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Você acredita em ETs?






De tempos em tempos, surgem notícias sobre objetos voadores não identificados ou seres extra-terrestres. Em outubro, turistas ingleses afirmaram ter visto um ET na floresta amazônica. O caso teria sido publicado pelo tablóide The Sun e um vídeo foi divulgado.
No início de novembro, o portal Último Segundo publicou entrevista com o ator Carlos Vereza, que disse ter filmado discos voadores da janela de seu apartamento no Rio de Janeiro. A gravação foi feita pelo celular e Vereza, que é espírita, revelou ter presenciado vários tipos de fenômenos.
Recentemente, através de um documento assinado pelo especialista em política espacial Phil Larson, o governo americano negou formalmente que tenha evidências da existência de vida fora do nosso planeta ou que seres extraterrestres tenham tentado ou estabelecido algum tipo de contato.
Já escrevi sobre o tema para o Jornal Paulista em 2002, quando entrevistei o ufólogo Luiz Ricardo Geddo.
Assunto curioso. Acompanhe:


Verdades e mentiras sobre OVNIs e vida extraterrestre
Luciana de Melo
para o Jornal Performance Paulista

Notícias sobre seres de outros planetas e discos voadores geralmente são recebidas com sarcasmo ou, no mínimo, ceticismo. Mas o que há de verdade e mentira na área da Ufologia? Se existem, os extraterrestres são “do bem”, como o ET do filme de Steven Spielberg, ou atacam para matar?  
O pesquisador de Ufologia Luiz Ricardo Geddo é nosso entrevistado. Ele conta que um estudo estatístico internacional sobre avistamentos de OVNIs por todo o globo terrestre, feito pela ONU, revela que em 31 anos, 63.144 foram confirmados. E que o Brasil é o segundo colocado em avistamentos no mundo. Acreditando ou não, o assunto não deixa de ser interessante. Confira!


        O Fenômeno UFO

          O Dia Internacional da Ufologia é comemorado em 24 de junho. Nesta data, no ano de 1947, um piloto privado, Kenneth Arnold, avistou do seu avião sobre o monte Rainier, em Washington, uma esquadrilha de discos voadores – nove objetos. O termo “disco voador” – flying saucer - começou a se firmar por causa de um mal-entendido por parte de um repórter, Bill Bequette, que teria perguntado a Arnold como os objetos voavam e ele respondeu que voavam como discos quando jogados na água. A intenção era descrever o tipo de movimento dos objetos, não suas formas, que não eram circulares, mas daí surgiu o termo “discos voadores”, utilizado até hoje.
          A partir da divulgação da notícia, novos casos de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados, OVNIs (ou UFO, Unidentified Flying Object), foram divulgados. Muitas pessoas que já haviam observado fenômenos semelhantes começaram a ter coragem para se manifestar. Mas coragem maior foi de Suzana Alves, a Tiazinha, ao divulgar o avistamento de um OVNI na Marginal do Tietê, em São Paulo.
          O suposto fenômeno teve a atenção de especialistas e chegou a ser investigado, mas, como todos sabem, tratava-se do conhecido dirigível da Goodyear. Pesquisadores conseguiram da Aeronáutica informações de que o zepelim sobrevoava a região no mesmo dia, horário e localização da “nave” vista por Suzana. Desde então, a espiritualidade de Tiazinha passou a ser motivo de chacota.
          Outros relatos de discos voadores e aliens, porém, são tidos como verdadeiros. Como o do ET de Varginha, em 1996. Em janeiro daquele ano, moradores relataram ter visto uma nave com dificuldade de vôo, do tamanho de um microônibus, distante cerca de 10 km do Centro de Varginha, Minas Gerais. Bombeiros foram chamados, após isso, para capturar um incomum animal que apareceu na mata. Três jovens adolescentes que o viram, próximo a um muro, disseram que ele tinha a pele brilhante, como se fosse oleosa, olhos vermelhos e três protuberâncias na cabeça, como chifres (e por isso o associaram ao diabo). O suposto ET, de pouco mais de um metro, olhou para elas e agachou, aparentemente com medo. As meninas fugiram assustadas.
          Luiz Ricardo Geddo, pesquisador de Ufologia, diz que não se sabe realmente se era um ser ou um animal treinado, “pois eles (os extraterrestres) também se utilizam de animais treinados, como os nossos cães”, explicou. Duas das estranhas criaturas, uma viva e outra morta, teriam sido levadas por militares da cidade mineira para a Unicamp, Universidade de Campinas, em São Paulo, tendo ficado sob os cuidados do conhecido médico legista Badan Palhares. O legista, no entanto, nega que esteve envolvido na autópsia das criaturas capturadas em Varginha.
          A Companhia de Bombeiros de Varginha chegou a publicar num jornal local uma declaração oficial, onde afirmava não ter sido acionada para atendimento deste tipo de ocorrência e que nem esteve no local onde se presume que tenham ocorrido tais fatos. O caso foi, portanto, negado. "Mas é verdadeiro", insiste Geddo. Moradores teriam presenciado a movimentação incomum de veículos militares na ocasião. E de acordo com informação de pesquisadores, o soldado Marco Eli Chereze, que participou da operação e agarrou um dos seres sem proteção alguma, acabou falecendo de septicemia cerca de 15 dias depois.
          Trata-se do caso mais famoso já registrado no Brasil na área da Ufologia e conhecido mundialmente. Já o caso mais intrigante no mundo é o de Roswell, cidade no estado do Novo México, ao sul dos Estados Unidos, onde, na noite de 4 de julho de 1947, um UFO teria caído. O comandante da base áerea de Roswell, para onde o material foi encaminhado, divulgou a notícia de que o exército havia encontrado o objeto, mas sua versão depois foi modificada e ele afirmou tratar-se de um balão meteorológico.
          Não há muito de oficial no que está relacionado à divulgação de algum chefe de Estado sobre a existência de vida em outros planetas ou UFOs, mas, segundo Geddo, a Força Aérea Francesa reconhece, desde 1954, a existência de objetos voadores não identificados. Um piloto francês, inclusive, estuda o possível modo de propulsão dessas naves. “Além disso, a Força Aérea Espanhola hoje começa a abrir os arquivos, graças ao rei Juan Carlos, que gosta do assunto, e a Força Aérea Belga já divulgou casos na Bélgica, como o de dois caças F-16 que perseguiram um objeto triangular no céu da Bélgica, nos anos 90”, prossegue o ufólogo.
          Recentemente, um oficial do Comando Aeroespacial de Defesa dos Estados Unidos informou que OVNIs sobrevoaram a sede do Congresso norte-americano na noite de 26 de julho de 2002, em Washington, obrigando a Força Aérea a mobilizar dois caças F-16 para persegui-los.
Controladores de vôo do aeroporto local também teriam notado objetos não identificados na tela de seus radares. Mas os pilotos dos caças acabaram não encontrando nada e retornaram à base. Também em Washington, OVNIs teriam sido perseguidos 50 anos antes, por caças F-24, em julho de 1952.
          Sem saber explicar o motivo, Geddo diz que os UFOs gostam de acompanhar guerras. Na Guerra do Golfo, por exemplo, os caças da Força Aérea Americana e da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte, chegaram a tentar interceptar o que eles pensavam ser aeronaves ou mísseis do Iraque, quando perceberam, com a aproximação, que eram objetos voadores não identificados que estavam na região. 
          Questionado sobre qual o interesse das autoridades governamentais em abafar esse tipo de assunto, o pesquisador explica que uma civilização dessas pode nos mostrar, por exemplo, fontes de energia diferentes do petróleo (não poluentes), quebrando a economia mundial. “Se esses seres chegassem aqui com um modelo político diferente, será que os nossos políticos abririam mão do seu poder para adotar um sistema melhor? Destruiria a nossa sociedade como ela é conhecida hoje. Será que você vai querer abrir mão, sendo líder de uma Nação?” Para muitas religiões também não seria interessante, porque elas pregam a unicidade do ser humano no Universo, opina Geddo.
          Estudos mostram, diz o ufólogo, que dezenas de raças de extraterrestres visitam nosso planeta. São seres que medem desde 80 centímetros a 3,7 metros, humanóides (com cabeça, tronco e membros, como nós), variando apenas no formato dos olhos, orelhas, boca e cabelos. Não existem, como nos filmes, seres com tentáculos e formas monstruosas. Geddo revela que os contatos são feitos de três formas: em idioma totalmente desconhecido, no idioma existente em nosso planeta (de acordo com o local do contato) ou telepaticamente.
          Muitos ETs não se adaptam às condições atmosféricas e climáticas daqui, tendo que usar equipamentos, como os utilizados por astronautas na Lua. Outros se adaptam perfeitamente, significando que o planeta de onde vêm possui condições semelhantes às da Terra. São raros os casos de abdução (sequestro) em que as pessoas não voltam. Há relatos de que pessoas que são levadas para dentro das naves, passam por uma série de exames, com amostras retiradas de pele, cabelo, unha, esperma (no caso de homens) e óvulos (no de mulheres). Essas informações são obtidas através de regressão hipnótica, já que as pessoas abduzidas em muitos casos não têm consciência do acontecido. Mas o contato dos extraterrestres geralmente é pacífico.
          O ufólogo comenta que eles demonstram uma grande preocupação pela nossa ecologia e sobre o (que consideram absurdo) arsenal nuclear existente em nosso planeta. E (quem diria!) alguns seres têm preocupação com a espiritualização do ser humano, que não estaria acompanhando todo o poderio técnico adquirido, tornando o caminho trilhado pelo homem muito perigoso, conta Geddo, lembrando que é preciso dissociar da Ufologia aquela imagem única que temos dos fenômenos apresentados em filmes de ficção. Ele cita, porém, a série Arquivo X até o final do terceiro ano, como sendo fiel ao que estuda a Ufologia.
          Luiz Ricardo Geddo pesquisa esses fenômenos há 34 anos. Seu interesse começou quando teve uma série de avistamentos na segunda metade dos anos 60. Conversando com professores de Ciências, ele não obteve resposta para suas dúvidas. Chegou a ver “luzes que faziam manobras no céu a grande altura e altíssima velocidade”. Acabou descobrindo um livro do seu avô chamado “Os Discos Voadores”, que explica em parte aquilo que ele havia visto. E a partir daí começou a se interessar mais, a procurar outras obras, tornando-se hoje um especialista.

Curiosidades:

- O primeiro avistamento de um OVNI ocorreu no ano 1450 aC.
- Na Segunda Guerra, todas as missões de bombardeios eram acompanhadas por pequenas esferas luminosas, os chamados foo-fighters – combatentes fantasmas.
- Foi descoberta nos EUA uma pegada fossilizada de um pé calçando bota tamanho 42, há 350 milhões de anos, época em que não se usava calçados no planeta Terra.
- O Brasil é o segundo país em número de avistamentos e só não é o primeiro por causa da baixa densidade populacional da região amazônica, uma das regiões de maiores índices de avistamento no mundo.
- Pesquisa oficial da ONU confirmou 63.144 avistamentos de UFOs em todo o mundo, de 1947 a 1978, resultando numa média anual de 2037 casos, ou 170 por mês, 6 por dia.
- De 1.147 casos de UFOs estudados de 1948 a 1952, a Força Aérea dos EUA constatou que 25% deles eram autênticos. - O maior evento de Ufologia no mundo acontece anualmente em Las Vegas.



(Luciana de Melo - locutora e jornalista)